Transporte terrestre entra no centro da agenda climática global, com prazo crítico até 2031 e potencial de reduzir em até 68% as emissões no Brasil
O mundo tem até 2031 para esgotar o orçamento de carbono necessário para limitar o aquecimento global a 1,5°C — e o transporte terrestre será decisivo nesse cenário. O alerta foi feito pelo diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Felipe Queiroz, durante o Fórum Santos Export, realizado nesta sexta-feira no Guarujá.
Segundo ele, a descarbonização do setor deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a ser uma estratégia central de competitividade econômica. “O transporte limpo é competitividade. Regulação climática e competitividade não são forças opostas — são a mesma estratégia”, afirmou durante a sua apresentação.
Queiroz destacou que, sem ações concretas, as emissões do transporte terrestre podem saltar de 260 milhões para 424 milhões de toneladas de CO₂ equivalente até 2050. Com medidas estruturais, no entanto, esse volume pode cair para 137 milhões de toneladas, uma redução de até 68%.
A estratégia apresentada pela ANTT se baseia em três eixos principais: a mudança da matriz de transportes para modais mais eficientes, como ferrovias e hidrovias; a ampliação do uso de biocombustíveis; e a eletrificação da frota, incluindo tecnologias como hidrogênio verde.


