Instruir as indústrias goianas sobre o funcionamento e como utilizar a nova plataforma digital do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foi o principal objetivo do workshop promovido pela Câmara Setorial de Alimentos e Bebidas (Casa) da Fieg sexta-feira (14/8), na Casa da Indústria e de forma remota, pelo Zoom.
Segundo o presidente da Casa, Marcelo Martins, a oportunidade viabiliza ao empresário o conhecimento da plataforma SDA Digital que, para ele, traz os benefícios de “gestão integrada, maior eficiência e transparência no processo, além da rastreabilidade no fluxo de informações e segurança jurídica”, destacou.
O encontro recebeu a auditora fiscal e chefe da Divisão de Cadastro e Registro de Estabelecimento (Drec), Izadora Nunes Moreira, que viu na ocasião um momento para explicar a plataforma e tirar as principais dúvidas do setor produtivo goiano. “O Mapa entende que tempo é muito importante para a produção das empresas, e um dos principais objetivos da plataforma é devolver tempo ao fiscalizado”, afirmou.
Segundo a especialista, a autonomia é uma das principais mudanças que a plataforma traz, permitindo procedimentos que são automáticos e feitos sob a responsabilidade do ente fiscalizado, sem aguardar análise do ministério. O chefe substituto da Drec, Daltro Noleto Vasconcelos Júnior, também compreende que a “SDA digital veio para facilitar o procedimento. Toda a gestão de transferência, registro e cadastro é feita automaticamente pelas empresas”, explicou.
Izadora salientou que a plataforma está funcionando desde 2025 e o prazo atual para as empresas se adaptarem é até março de 2027, e as indústrias que não se adaptarem ficarão impedidas de pedir projetos de reforma, ampliação e registro.
“Hoje, a plataforma SDA Digital tem um módulo de registro e reforma de estabelecimento. Porém, todos os serviços prestados pela Secretaria de Defesa Agropecuária vão estar nessa plataforma. Ela é o único caminho”, reforçou. Ao todo, 85% das granjas leiteiras já migraram os registros, enquanto unidades de beneficiamento de leite e derivados estão em 68%; postos de refrigeração em 69% e queijarias em apenas 25%.
Em relação à automatização e eficiência de processos, a auditora comparou o tempo de processo entre os sistemas: a análise que levava 44 dias no SEI (registro) e 37 dias (reforma e ampliação) caiu, respectivamente, para 37 e 22 dias na Plataforma SDA Digital.
Com foco na plataforma prática, Daltro apresentou a interface e as funcionalidades da SDA Digital, indicando o passo a passo do cadastro e registro, além das exigências e requerimentos da plataforma, explicando ao setor produtivo os detalhes que aparecem durante o preenchimento.
Ele observou que as dificuldades mais relatadas envolvem o contato inicial com a plataforma, mas ponderou que ela é intuitiva e que o empresário consegue utilizá-la: “Depois que o representante pega o jeito, ele já consegue dominar a ferramenta.” O especialista reforçou que, caso ainda permaneçam dúvidas, o Mapa disponibilizou manuais com as perguntas mais frequentes. Também compôs a equipe do Mapa a auditora fiscal federal agropecuária da Drec, Cláudia Veloso. O encontro também incluiu debate e solução de dúvida do público presente.
O manual de usuário externo da SDA Digital está disponível clicando aqui.


