A confiança do empresário industrial em Goiás voltou a recuar em março.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei Goiás), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), registrou 43,5 pontos, queda de 2 pontos em relação a fevereiro (45,5). O resultado mantém o indicador abaixo da linha de 50 pontos, patamar que separa confiança de falta de confiança no setor. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (13/03) pela área técnica da Fieg.
Os dados indicam um ambiente ainda marcado por cautela entre os industriais. Em março, o Indicador de Condições Atuais ficou em 39,3 pontos, refletindo avaliação mais negativa sobre a situação presente da economia e das empresas. Já o Indicador de Expectativas marcou 45,7 pontos, sugerindo percepção menos pessimista para os próximos meses, embora ainda abaixo do nível de confiança.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Icei mostra trajetória oscilante. O indicador começou o ano em 43,2 pontos em janeiro, avançou para 45,5 em fevereiro e voltou a cair em março, reforçando a percepção de um cenário econômico ainda incerto para a indústria goiana.
Para o assessor econômico da Fieg, Cláudio Henrique Oliveira, a leitura do trimestre revela que os empresários seguem cautelosos diante do contexto econômico. “Os números mostram que o empresário industrial continua avaliando o momento atual com maior preocupação. Ao mesmo tempo, as expectativas permanecem um pouco melhores que as condições presentes, o que indica esperança de melhora no curto prazo. Ainda assim, o setor mantém postura prudente diante das incertezas econômicas e do ambiente de negócios.”
Segundo a análise técnica, o distanciamento entre os indicadores de condições e de expectativas evidencia que a indústria ainda percebe fragilidade na atividade econômica atual, mesmo mantendo perspectivas moderadamente mais favoráveis para os próximos seis meses.
Recorte nacional - O cenário observado em Goiás acompanha a tendência nacional. Levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quinta-feira (12/03) aponta que o Icei brasileiro voltou a cair e os empresários completaram 15 meses consecutivos sem registrar confiança, mantendo o indicador abaixo dos 50 pontos.
A CNI destaca que o resultado reflete a combinação de fatores como atividade econômica ainda moderada, custos elevados e incertezas no ambiente econômico, elementos que influenciam diretamente as decisões de investimento e produção da indústria.
Como funciona o indicador - O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) varia de 0 a 100 pontos. Resultados acima de 50 indicam confiança, enquanto valores abaixo de 50 revelam falta de confiança entre os empresários.
O índice é composto pelos subindicadores de Condições Atuais, que mede a avaliação do empresário sobre a situação da economia e da própria empresa nos últimos seis meses; e de Expectativas, que aponta a percepção sobre o desempenho esperado para os próximos seis meses. Juntos, os indicadores ajudam a antecipar tendências da atividade industrial e o comportamento do setor produtivo no curto prazo.


