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Fieg soma forças com Embrapii para incentivar projetos de inovação nas indústrias goianas

"A indústria é a pauta da vez!". A afirmação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, na abertura do seminário Jornada da Neoindustrialização Fieg: Embrapii e seu Papel na Nova Política Industrial, resume o sentimento do setor diante do programa Nova Indústria Brasil




De olho nessa oportunidade, o Conselho de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI) reuniu quinta-feira (22/02) empresários e representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), na Casa da Indústria, em Goiânia, para promover essa conexão na construção de projetos de inovação voltados ao desenvolvimento tecnológico do segmento. É o segundo evento nesse contexto desde que o governo federal lançou a nova política, dia 22 de janeiro.

"Precisamos aproveitar ao máximo esse programa e trazer parte desses recursos para Goiás. O Nova Indústria Brasil é um marco histórico, uma janela de oportunidades para nossa indústria. Precisamos estar preparados para aproveitar esse momento para melhorar o desempenho de nosso setor produtivo, resgatar o protagonismo da indústria e acelerar nosso crescimento", sustentou Sandro Mabel.

O presidente do CDTI, Luciano Lacerda, ressaltou o trabalho que vem sendo feito pelo colegiado. "Queremos que as empresas estejam estruturadas para aproveitar esse momento e estamos trabalhando para fomentar essa cultura da inovação nas indústrias", afirmou, ao destacar que a Fieg organizou grupos de trabalho para mapear e propor projetos dentro de cada uma das seis missões que norteiam a nova política industrial do governo federal. "Outro passo importante é este evento, para prepará-los para escrever projetos com foco nas diretrizes do programa."

Nesse sentido, o diretor de Planejamento e Relações Institucionais da Embrapii, Igor Nazareth, falou sobre a atuação da empresa no âmbito do plano Nova Indústria Brasil e apresentou as ferramentas disponibilizadas para apoiar as indústrias nessa jornada. "O empresário precisa de agilidade e a Embrapii desburocratiza o processo de acesso ao crédito para a inovação."

Segundo ele, serão ofertados R$ 64 bilhões por meio do programa Missões Embrapii, que tem lançamento previsto para abril. "O programa foi estruturado considerando a política Nova Indústria Brasil e terá foco dedicado a projetos estruturantes, que tragam soluções aos atuais desafios tecnológicos do setor." Com apoio mínimo de R$ 5 milhões, 70% do valor do projeto é custeado pela Embrapii e 30%, absorvido pela iniciativa privada.

Durante o seminário, foram apresentadas as expertises das três unidades Embrapii credenciadas em Goiás para apoiar com projetos o desenvolvimento de soluções aos gargalos da indústria instalada no Estado. Atualmente, estão credenciados o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) da Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) e o Instituto Federal Goiano (IF Goiano).

"Pense na Embrapii como a ferramenta para o desenvolvimento tecnológico da sua empresa. É o casamento perfeito. Nós temos a expertise para apoiar a inovação", sustentou Nazareth, ao frisar que, ao contrário do que ocorre nas chamadas públicas e editais de inovação, na Embrapii os projetos são escritos pela rede credenciada, e não pela empresa. "Toda a parte de montar o projeto e prestação de contas é por nossa conta, reduzindo riscos e agilizando o processo."
Fotos: Pedro Santos.

A jornada promovida pelo CDTI contou ainda com apresentações dos pesquisadores Anderson Soares (Ceia-UFG), Leandro Freitas (IFG) e Tavvs Micael (IF Goiano). A analista do Senai Goiás Isabelly Sousa apresentou os serviços de tecnologia e inovação ofertados pela instituição, que conta com laboratórios, centros de competências e centros de excelência para consultorias e Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

O seminário foi acompanhado pelo vice-presidente da Fieg Flávio Rassi; pelos presidentes de sindicatos das indústrias Luiz Carlos Borges (Sindiareia), Jerry Alexandre (Siago), Nicolas Paiva, (Sindmóveis) e Jaques Silvério (Sincafé); pelo executivo do Sindifargo, Marçal Soares; pelo presidente da CIC, Sarkis Nabi Curi; pelo diretor de Administração e Finanças do Sebrae Goiás, João Carlos Gouveia; pelo vereador Lucas Kitão; e pelos superintendentes Paulo Vargas (Sesi/Senai) e Lenner Rocha (Fieg).

PROGRAMA NOVA INDÚSTRIA BRASIL
Anunciado pelo governo federal no dia 22 de janeiro de 2024, o plano Nova Indústria Brasil estabelece uma série de ações para estimular e desenvolver o setor no País na próxima década. Em síntese, o poder público se posiciona como indutor central do desenvolvimento da indústria para fomentar empresas nacionais. A iniciativa prevê a liberação de R$ 300 bilhões para financiamento do setor nos próximos quatro anos. Para tanto, são disponibilizadas linhas de crédito, créditos tributários, apoio à exportação, subsídios e investimentos públicos, considerando seis missões principais.

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