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CNC colabora com propostas e recomendações de políticas públicas da Fecomércio-DF

Seguindo a Agenda Institucional do Sistema Comércio, o documento do DF mapeou as demandas e os anseios do setor produtivo; conteúdo será entregue às autoridades dos poderes públicos distrital e federal



Fotos: Cristiano Costa.

Ouvir os empresários locais para unificar propostas e recomendações de políticas públicas que busquem a melhoria do ambiente de negócios e o desenvolvimento da região. Esse foi o objetivo da reunião para construção da Agenda Institucional do Sistema Comércio do Distrito Federal. O encontro ocorreu na quarta-feira (08/02), na Faculdade de Tecnologia e Inovação do Senac-DF, e contou com a participação da Diretoria de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), além de diretores, conselheiros, presidentes de sindicatos e empresários ligados ao Sistema Fecomércio-DF. Foram realizadas sete plenárias temáticas que discutiram o anseio do empresariado na capital federal.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, enviou mensagem aos mais de 200 empresários participantes, ressaltando a importância da continuação do processo de construção da Agenda, agora, de maneira setorial e federativa. "A Agenda Institucional nasceu do anseio de tornar a visão da CNC uma realidade presente diante dos Poderes da República. Essa é uma grande oportunidade de ampliação da nossa capacidade de articulação política e fortalecimento da imagem do Sistema Comércio como representante de um setor fundamental para a economia brasileira", destacou.

Anfitrião do evento, o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, agradeceu a adesão dos empresários ao evento e lembrou da contribuição de todos de forma decisiva na formatação de políticas públicas. "Nosso setor representa hoje cerca de 50% do PIB do Distrito Federal e responde por boa parte da geração de emprego e renda", disse Aparecido.

A diretora da DRI, Nara de Deus, enfatizou o papel de protagonismo do Sistema Comércio na representação empresarial e no desenvolvimento do ambiente de negócios no País. "Com uma atuação integrada e coordenada entre a CNC, as Federações e os Sindicatos, vamos conseguir contribuir, de forma efetiva, para a construção de uma agenda positiva que estimule o desenvolvimento regional, juntos pelo crescimento do nosso país e pelo protagonismo do Sistema Comércio diante dos grandes desafios que temos pela frente", apontou.

 Temáticas
O documento do Distrito Federal foi consolidado após a realização das sete plenárias temáticas: ambiente de negócios; infraestrutura; tributação; segurança jurídica; representação empresarial; empreendedorismo feminino; e qualificação de mão de obra, cultura e lazer. Destes, derivaram diversos subtemas, com foco tanto em questões gerais quanto específicas de cada área. As mesas foram coordenadas por representantes de diversos segmentos, como diretores da Federação, presidentes de sindicatos e das câmaras temáticas da Fecomércio-DF, Sesc e Senac, além da equipe técnica da DRI, que colaborou com sua expertise já realizada na agenda nacional.

A supervisora da DRI, Aline Sales, participou do debate sobre representação empresarial e acredita que as sugestões elencadas pelo grupo já podem ser colocadas em prática, uma vez que a articulação com os deputados distritais já vem sendo realizada pela Fecomércio.

Para o especialista executivo Reiner Leite, que esteve na mesa de política tributária, a alteração do sistema tributário é prioritária para a retomada da economia brasileira. A CNC entende que o ambiente tributário no Brasil precisa mudar mais rapidamente possível. "Todos os participantes foram unânimes ao dizer que o sistema vigente dificulta a ampliação de investimentos, afasta as empresas estrangeiras, impossibilita o desenvolvimento pleno da livre iniciativa e prejudica a retomada da economia."

Segundo Cássia Marques, da Gerência de Gestão das Representações, ligada à DRI, os subtemas tratados na plenária de infraestrutura são comuns ao DF e ao Brasil. "A melhoria da infraestrutura brasileira é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico, pois favorece um melhor ambiente de negócios, na atração de mais investimentos, na competitividade das empresas e na geração de empregos", ressaltou.

Empresários
A designer de moda Mábel De Bonis possui uma camiseteria ecológica e uma escola de moda, instituição que já formou mais de cinco mil alunos. Juntamente com outros empresários, ela compartilhou seus anseios na plenária que discutiu Ambiente de Negócios. A empresária se queixou da concorrência desleal em relação à invasão de produtos importados e de baixíssimo custo no mercado brasiliense. "Precisamos que as autoridades tomem alguma providência e nos ajudem a ser mais competitivos", alertou.

Sandra Maria Rodrigues, empresária do setor atacadista de material de construção há 30 anos, participou do debate sobre Empreendedorismo Feminino. O relato de sua trajetória serviu de inspiração para que outras empreendedoras conquistem espaço em ambientes ocupados majoritariamente por homens. "Não foi fácil chegar até aqui, mas acredito que as coisas estão mudando. Esse encontro é uma prova disso.", declarou.

O economista e empresário Miguel Galvão gerencia um espaço colaborativo na Asa Sul e um festival voltado para economia criativa em Brasília. Ele elogiou a organização das plenárias realizadas pela Fecomércio-DF, com apoio da CNC. "Tudo foi feito de uma forma muito inteligente. Havia muita riqueza nas falas dos participantes. Isso se destacou durante a troca de ideias e evidenciou uma cidade que compartilha um horizonte comum, mesmo tendo origens, mercados e nichos diferenciados", avaliou Galvão.

Bruno Morati Menezes e seu pai, José Marcos de Menezes, atuam em segmentos do agronegócio, construção civil, geração de energia e produção artesanal de cerveja. Com tantos negócios para gerirem, eles pedem que as autoridades facilitem a vida do empreendedor do DF. Na plenária sobre Segurança Jurídica, ambos sugeriram que o governo implemente um sistema que reduza a burocracia e garanta regras mais eficientes. "Temos que nos reportar a vários órgãos e tramitar diversos documentos, muitas vezes, com validades que expiram rapidamente. Por isso, pensamos que seja possível criar um programa voltado para simplificar e unificar todas essas questões", explicou o empresário.
Edilayne Martins

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